Nossa e pensar que faz tanto tempo, queria fazer um minuto de silêncio pelas pobres almas. Homenageamos os pais e mães que não voltaram para casa ao fim do dia, os filhos cujos futuros foram interrompidos e os profissionais que saíram para trabalhar sob a rotina habitual de uma manhã ensolarada. Lembramos também com imensa reverência os heróis — bombeiros, policiais, socorristas e cidadãos comuns — que correram em direção ao perigo enquanto o mundo prendia a respiração. A coragem deles diante do impensável nos mostra o ponto mais alto do espírito humano e da solidariedade.
O tempo passou, mas a ausência continua sendo sentida por milhares de famílias. Para os que ficaram, a saudade não diminui, transforma-se. Que possamos erguer na memória um espaço onde essas vidas sejam lembradas não pelo horror da forma como partiram, mas pelo amor, pelas risadas e pelo impacto do tempo em que aqui estiveram. Que a dor daquela manhã nos recorde diariamente da fragilidade da vida e, acima de tudo, da importância de cultivar a paz, a empatia e a união entre as pessoas...